UMA SOCIALISTA ALDA PEREIRA LEMAITRE MAIRE DE NOISY LE SEC

Posté par vivelesocialisme le 12 octobre 2008

   boa noite

 

http://www.noisylesec.net/index.php?id_rub=maire

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 http://www.portugalvivo.com/spip.php?article2913

 

La socialiste Alda Pereira-Lemaître vient d’être officiellement investie à la tête d’une liste de la gauche plurielle pour reconquérir la ville de Noisy-le-Sec, actuellement administrée par Nicole Rivoire (UDF-Modem).


À la tête d’une équipe soutenue par le Parti Socialiste, les Verts, le Parti Radical de Gauche (PRG) et le Mouvement Républicain et Citoyen (MRC), la candidate d’origine portugaise a déclaré au LusoJornal vouloir placer la démocratie participative au coeur de l’action municipale.

Après qu’Elisabeth Guigou ait décliné l’invitation de certains poids lourds du département,Alda Pereira-Lemaître est apparue comme la candidate naturelle pour Noisy-le-Sec, commune de 40.000 habitants de Seine-Saint-Denis. « Elisabeth Guigou a toujours été contre le cumul des mandats. Par ailleurs, elle a fait part de sa volonté de faire monter les plus jeunes. Mais elle sera sur ma liste en position éligible », précise-t-elle.

Alors que les grandes lignes du projet ne devraient être dévoilées qu’à la fin de la semaine – après une réunion de concertation entre les diverses forces politiques –, on sait d’ores et déjà qu’Alda Pereira-Lemaître souhaite consulter les noiséens à propos du prolongement du tramway. Il s’agit là d’un sujet sensible qui a vraisemblablement fait basculer la municipalité à droite lors des dernières élections. « Je suis en faveur des transports publics, mais j’envisage toutes les possibilités. Je ne reste pas figée sur un tracé plus qu’un autre. Par contre, je souhaite que l’on utilise les meilleurs matériaux avec moins de nuisance pour la population. L’actuel tramway est déjà obsolète. Si je suis élue, cette matière fera l’objet d’une consultation citoyenne »,promet la candidate.

Par ailleurs, elle souhaite redynamiser les comités de quartier, créer une Maison des Parents et s’engage à respecter la parité dans toutes les structures de décision de la ville. Déjà abordée dans la rue par des électeurs portugais, elle ne met pas de côté la possibilité d’amorcer des contacts en vue d’un éventuel jumelage avec une ville de son pays d’origine.

Arrivée en France en mai 1968, à l’âge de trois ans, Alda Pereira vit quelques mois au bidonville de Nanterre, avant que la famille ne déménage en Seine-et-Marne (Villeparisis). Originaires de Tortosendo, un petit village à sept kilomètres de Covilhã, les Pereira émigrent pour des raisons économiques mais aussi politiques. « Je garde encore des souvenirs très marqués de cette époque. Une de mes tantes, dont le fiancé était mobilisé sur le front, fut internée par la PIDE (police politique) parce qu’elle avait pris position contre la guerre coloniale ». Dès le plus jeune âge, elle développe une certaine conscience politique. « En fait, je suis devenue adulte assez tôt, j’ai ressenti une espèce d’éveil citoyen.Quand j’étais enfant, j’en ai voulu à mes parents de ne pas être restés là-bas. Je considérais qu’ils étaient plus utiles au Portugal pour lutter contre la dictature. Avec le temps, j’ai compris leur démarche. Ils voulaient tout simplement nous préserver et nous assurer un meilleur avenir », estime-t-elle avec le recul.

La candidate reste très attachée à son pays d’origine, où elle passe deux semaines de vacances chaque année. « Je ressens le besoin de me ressourcer, de visiter la famille. Comment dire ? Les pastéis de nata et plein d’autres petites choses sont ma madeleine de Proust. J’ai besoin de cela ». Elle n’en n’oublie pas pour autant la dimension politique. « Quand je le peux, j’aime passer le 25 avril au Portugal.À l’occasion des 30 ans de la Révolution des OEillets, nous sommes allés à Coimbra avec les enfants. Ils étaient très émus. Aujourd’hui, ce sont eux qui réclament la double nationalité, qui ressentent ce besoin de parler la langue, de lire, de comprendre leur histoire ».

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Alda Pereira-Lemaître, candidata de origem portuguesa à Câmara de Noisy-le-Sec

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A socialista Alda Pereira-Lemaître acabou de ser oficialmente investida no topo de uma lista da esquerda (« gauche plurielle ») para reconquistar a vila de Noisy-le-Sec, actualmente administrada por Nicole Rivoire (UDF-Modem).


 

Liderando uma equipa apoiada pelo Partido Socialista, os Verdes (« les Verts »), o Partido Radical de Esquerda (« Parti Radical de Gauche (PRG) ») e o Movimento Republicano e Citadão (« Mouvement Républicain et Citoyen (MRC) »), esta candidata de origem portuguesa declarou ao LusoJornal desejar colocar a democracia activa no centro da acção municipal.

Depois de Elisabeth Guigou ter recusado o convite de alguns cargos pesados do departamento, Alda Pereira-Lemaître surgiu como candidata para Noisy-le-Sec, uma freguesia de 40.000 habitantes de Seine-Saint-Denis.

«Elisabeth Guigou foi sempre contra a acumulação de mandatos. Todavia, manifestou o seu desejo de dar lugar aos mais jovens. Mas, ela encontra-se-á na minha lista numa posição eligível », salienta.

Enquanto as grandes linhas do projecto serão reveladas somente no final da semana – após uma reunião de concertação entre as diversas forças políticas – sabe-se contudo que Alda Pereira-Lemaître deseja consultar os habitantes de Noisy-le-Sec quanto ao prolongamento do eléctrico. Trata-se de um caso delicado que pelos vistos fez com que o município oscilasse para a direita nas últimas eleições. «Estou a favor dos transportes públicos mas tomo em consideração todas as possibilidades. Não me restrinjo a um traçado mais do que qualquer outro. Todavia, desejo que sejam utilizados os melhores materiais com menor transtorno para a população. O actual eléctrico já é obsoleto. Se for eleita, este assunto será sujeito a uma consulta citadã », promete a candidata. Aliás, deseja dinamizar novamente os comitês de bairro, criar uma Casa dos Pais e compromete-se a respeitar a paridade em todas as estruturas decisivas relativas à vila.

Tendo jà sido interpelada na rua por eleitores portugueses, não descarta a hipótese de estabelecer contactos para uma eventual geminação com uma vila ou cidade do seu país de origem.

Após a sua chegada à França, em Maio de 1968, com três anos de idade, Alda Pereira viveu alguns meses no bairro de lata de Nanterre, mesmo antes que a sua família se mudasse para Seine-et-Marne (Villeparisis). Originária de Tortosendo, uma aldeia a sete quilómetros da Covilhã, os Pereira emigraram por razões económicas e políticas. «Ainda tenho memórias muito vivas dessa época. Uma das minhas tias cujo noivo tinha sido chamado para prestar serviço no Ultramar, foi presa pela PIDE (polícia política) porque tinha manifestado-se contra a guerra colonial ». Desde muito jovem, desenvolveu uma certa consciência política. «Ora bem, tornei-me adulta muito cedo, sentindo uma espécie de despertar para a cidadania. Quando era ainda criança, sentia-me revoltada para com os meus pais por não terem permanecido em Portugal. Considerava a sua presença mais útil em Portugal a fim de combater a ditadura. Agora com o devido distanciamento, diz que com o passar do tempo, acabou por entender a atitude dos pais. « Queriam apenas preservar-nos e assegurar-nos um futuro melhor”.

Esta candidata permanece muito ligada ao seu pays de origem onde passa anualmente duas semanas de férias. «Sinto a necessidade de regressar às origens, visitar a família. Como é que hei-de explicar ? Os pastéis de nata e muitas outras coisas representam a minha madalena de Proust. Preciso disso». Porém, não olvida a dimensão política. « Sempre que posso, gosto de passar o 25 de Abril em Portugal. Na comemoração dos 30 anos da Revolução dos Cravos fomos à Coimbra com os nossos filhos. Ficaram muito comovidos. Hoje em dia, são eles que pedem a dupla nacionalidade, que sentem esta necessidade de falar o Português, de ler e de entender a sua história ».

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